Tem esse blog que eu leio e gosto há algum tempo que fala sobre selfcare. Tem dias que rola uma positividade tóxica com a qual não concordo, mas no geral é um conteúdo bem gostosinho de consumir, com algumas ideias daquelas bem práticas para aplicar “no dia-a-dia agora”. Metade eu nem tento porque acho longe da minha/nossa realidade, mas consigo tirar coisas boas dali.
Agora esse blog lançou um desafio de 30 dias de saúde mental e, como eu gosto de desafios, quero voltar a escrever todos os dias e preciso fazer alguns exercícios de redação, enxerguei como uma boa oportunidade de treinar.
Aqui o template caso você também queira – está em inglês. Nem sempre vou escrever no dia e nem sempre vou trazer a tarefa para cá, porque algumas podem ser muito íntimas, mas em outros momentos são tarefas do mundo físico e não emocional, e daí pode ser uma boa eu falar mais sobre como me senti ao cumprir. Adaptações, né? Vamos começar, então.

DIA 1 – Identifique suas habilidades de enfrentamento (Identify your coping skills)
Bom, vou começar sendo bem sincera: eu não faço a menor ideia do que seja uma habilidade de enfrentamento. Eu já não curto muito essa palavra porque me lembra de conflitos e isso é algo que evito. O que não é exatamente “bom”.
De qualquer maneira, dei um google e a palavra feia nada mais é do que uma habilidade social sobre expressar sua opinião, ouvir críticas, interagir com autoridades, expressar desagrado, etc.
Resolvi pensar bastante antes de fazer essa lista, porque ela começa me levando para um assunto que eu tenho levado para terapia constantemente: eu odeio conflitos, no geral, e corro deles muitas vezes me colocando numa posição de culpa. E isso não se sustenta a longo prazo, né?
Eu tenho boa comunicação, no geral, mas a interação com pessoas é algo que me cansa bastante. Vi outro dia que isso seria a característica de uma pessoa introspectiva, mas eu definitivamente não me vejo assim, sou mais o centro das atenções. Essa habilidade de comunicação me coloca em um bom posicionamento político, eu transito muito bem entre hierarquias. Porém, tenho a impressão – por pura insegurança – que me coloco próxima a essas autoridades como se fosse um cachorrinho esperando validação. Ao mesmo tempo, isso faz de mim uma pessoa em quem confiam e em quem depositam responsabilidades, me respeitam mais do que eu me respeito…
Eu não sei discutir. Odeio porque ou eu perco a linha e passo para agressão verbal ou eu… choro. Acho que já falei sobre isso por aqui, mas me sinto idiota e imatura demais tendo 33 anos nas costas e não conseguindo ter uma discussão sem que o emocional tome conta e eu saia por aí chorando.
Essa lista tá uma m&rd@, né? Vamos recomeçar.
Coisas boas das minhas habilidades sociais de enfrentamento:
- Eu falo e me comunico bem.
- Independente de como eu me sinta, as pessoas me veem como uma especialista.
- As pessoas me respeitam e buscam minhas opiniões.
- Eu sou bem articulada.
Pontos de melhoria:
- Eu preciso parar de “chorar” quando discutir.
- Eu não devo assumir a culpa das coisas apenas por medo de conflitos.
- Se eu fico com raiva eu preciso parar e respirar, não falar. Se eu falo, saem coisas ruins da minha boca.
Pronto, pontos positivos e negativos. Acho que identificar o problema é o primeiro passo para resolver, mas tenho falado sobre essas coisas na terapia, talvez focar mais nesses pontos pode me ajudar.
Amanhã o post será sobre um “check in with your feelings” – traduzi para “investigue seus sentimentos” – possivelmente um novo mergulho nessa cabecinha de janta que vai render horas de terapia.
Te vejo amanhã. Caso faça o desafio, não esqueça de me marcar!
Photo by youssef naddam on Unsplash
Mari
Eu tenho muita dificuldade com enfrentamento também, fujo de qualquer tipo de conflito, não suporto a ideia de estar sendo injusta. Mas tenho feito terapia e tem me ajudado a identificar os meus pontos mais fracos e a trabalhar neles, o que está sendo ótimo. Porém ainda estou longe de resolver esse problema…
Gostei dessa ideia do desafio, parece bem interessante.
Carol Mancini
Ah, Mari, é muito difícil mesmo, acho que qualquer tipo de enfrentamento e mudança. Mas são as tais “coisas da vida”.